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Anterior a 1976

Campeonato Paranaense de 1950
Partida final contra o Ferroviário. Ao Coritiba, só a vitória interessa. Trinta e oito minutos do 2º tempo, o Ferroviário faz 2x1. Aos quarenta, o meia Lanzoninho empata a partida. E, no último minuto de partida, o arisco ponta-esquerda Renatinho assinala o terceiro gol alviverde. Dois atletas do time do Ferroviário aproveitam as comemorações, rasgam a rede da trave, correm e avisam ao árbitro Manuel Guimarães, que cai na armadilha e invalida o gol, imaginando que a bola havia entrado por fora. O Ferroviário é proclamado campeão mas, no dia seguinte, os jornais estampam foto que mostra claramente a bola entrando por dentro. O título foi perdido por fatores pouco esportivos, mas a alma guerreira coritibana esteve presente.
Campeonato Paranaense de 1954
Partida final, contra o Jacarezinho no interior do estado. O craque coritibano Miltinho, com febre alta e suspeita de maleita, nega-se a sair de campo, pois naquele tempo não eram permitidas substituições e o alviverde teria que jogar todo o segundo tempo com 10 atletas. Miltinho joga uma partida excepcional, o Coritiba vence por 3x1 e, ao final do jogo, o craque desmaia. No dia seguinte, em seu leito de repouso, o guerreiro finalmente recebe sua faixa de campeão das mãos de seus colegas.
Campeonato Paranaense de 1955
Atletiba importante. Termina o primeiro tempo, o alviverde perde por 1x4 e está com dois atletas a menos em campo. O time guerreiro volta para o tempo final, faz 2x4, 3x4 e, nos minutos derradeiros de partida, o centroavante coritibano William voa para cabecear, esfola seu rosto no gramado, mas assinala o gol de empate. Atletas e dirigentes comemoram o feito como se fosse um título.
Campeonato Paranaense de 1968
Partida final, Atletiba. A derrota por 0x1 impede o título alviverde. No último minuto de partida, o lateral coxa-branca Nilo cruza a bola na área, que está cheia de atletas de ambas as equipes. A bola vai certeira para Paulo Vecchio, que cabeceia com raiva. Gol do Coritiba. Gol do título. A torcida rubro-negra, que até então fazia festa, cala-se imediatamente e a torcida alviverde explode em felicidade. Coritiba campeão novamente.
Torneio do Povo de 1973
Decisão em Salvador contra o Bahia. Ao Coritiba basta o empate, mas, aos 16 minutos do segundo tempo, o Bahia passa à frente, 1x2, com gol irregular. Jogadores e comissão técnica reclamam muito do árbitro, que expulsa os atletas Hidalgo e Cláudio, além do diretor de futebol Luiz Afonso. Mas o Coritiba não se abala e, mesmo com dois atletas a menos, empata a partida através do centroavante Hélio Pires, conquistando o primeiro título nacional para um clube do sul do país.
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