Atletiba » Curiosidades

O craque Ninho e o primeiro Atletiba (08/06/1924)

Em 1924, o grande ídolo coritibano era Ninho (João Bermudes), meio campista que comandava a equipe. Quis o destino que, no primeiro confronto com o recém criado Atlético, Pandu, o artilheiro alviverde, não pudesse participar. Ninho, então, foi deslocado para o ataque. Resultado? Coritiba 6x3 Atlético, com quatro gols do ídolo maior.

Taça Fox - O início da rivalidade (05/09/1925, 20/02/1927 E 20/03/1927)

A loja de calçados "Fox" propôs para Coritiba e Atlético a disputa de um amistoso cujo vencedor receberia uma singela taça. A partida terminou empatada (1x1), com o alviverde assinalando seu gol de empate nos minutos finais da partida. O empenho das equipes, visando conquistar a taça, foi tão grande que muitos atribuem a este fato o início da rivalidade entre os dois clubes. Como não houve vencedor, nova partida foi marcada. Resultado: 4x4. Na terceira partida, em pleno estádio da Baixada do Água Verde, com gol do meia Ernesto, o Coritiba ganhou por 1x0 e levou a taça para casa.

O jogo com três árbitros (05/12/1926)

Em um atletiba muito violento, o árbitro Maximino Zanon foi xingado violentamente e expulsou o ofensor, porém, como este se recusava a sair do gramado e foi apoiado neste gesto por seus companheiros, o árbitro retirou-se de campo. Orlando Levoratto o substituiu até que as veementes reclamações atleticanas sobre possível impedimento em um gol do Coritiba, o fizeram entregar o apito ao representante. Moacir Gonçalves, o terceiro árbitro, assumiu o apito e conseguiu levar, heroicamente, a partida até o final. Resultado: 2x2 em 150 minutos de jogo, dos quais 60 foram de tumulto e discussões.

Reação Espetacular (01/09/1929)

Campeonato da Cidade. Aos 35 minutos do 2º tempo, o Atlético vence por 4x1. Então, começa a reação da gente coritibana e, em questão de nove minutos, o placar já acusa 4x4. No último minuto de jogo, o atacante alviverde faz o quinto tento, mas este é anulado pelo árbitro Luiz Guimarães, o que não tira o brilho deste empate com sabor de vitória.

Atletiba da Gripe (21/05/1933)

Vai começar o Campeonato de Cidade de 1933. A tabela marca um Atletiba, mas, alguns dias antes da data prevista para a partida, os dirigentes rubro-negros solicitam sua transferência. A razão? Mais da metade de seu elenco encontra-se fortemente gripado. Os dirigentes coritibanos negam o pedido e a partida acontece. Em campo, o time atleticano se desdobra e consegue conquistar uma vitória por 2x1, ganhando, assim, a alcunha de "Time da Raça".

Primeira partida transmitida pelo rádio (02/09/1934)

Seis mil pessoas, aproximadamente, viram o clássico Atletiba, disputado no Estádio Joaquim Américo, terminar empatado em 1x1. O que não se sabe, entretanto, é a quantidade de pessoas que acompanhou a primeira transmissão de uma partida de futebol no Paraná, realizada pela Rádio Clube Paranaense (PRB2).

Apelido coxa-branca (19/10/1941 e 26/10/1941)

Outubro de 1941. A II Grande Guerra está em andamento e, pela primeira vez, a dupla Atletiba decide um campeonato regional. Na primeira partida, disputada no Estádio Joaquim Américo, o dirigente atleticano Jofre Cabral esbraveja a plenos pulmões: "Alemão... quinta coluna... COXA BRANCA". Os insultos têm um destino: o craque Hans Egon Breyer, alemão de nascimento e zagueiro da equipe coritibana. Os gritos acabam servindo de estímulo à equipe alviverde, que vence por 3x1. Na partida final, outra vitória, agora por 1x0. O título é muito comemorado e o termo “Coxa-Branca”, com o tempo, vira sinônimo da torcida coritibana.

Neno x Caju (12/04/1942)

Em 1942, o goleiro atleticano Caju defendeu a seleção Brasileira durante o torneio Sul-Americano. Em sua volta, estava programado um atletiba pelo campeonato regional. Naquela época, era famosa a disputa que existia entre ele e o centroavante coritibano Neno, dois expoentes do futebol araucariano. A partida começa e, em pouco tempo, o Coritiba chega a 3x1. Caju sente que, se nada fizer, a derrota é certa. Resolve, então, adotar um ardil: sair com a bola dominada e driblar Neno, visando, com isto, acender o ânimo de seus companheiros de equipe. Mas, na primeira tentativa de drible, Neno é mais rápido que o goleiro, rouba-lhe a bola e decreta: Coritiba 4x1.

A partida dos 8 minutos: Bello x Cireno (01/12/1946)

Campeonato regional, estádio Belfort Duarte. Aos 3 minutos, César Frizzo abre a contagem para o Coritiba. Aos 8 minutos, Jackson empata e Cireno, atacante rubro-negro, vai buscar a bola nas redes, porém, na passagem, arranca o gorro do goleiro Bello, que era careca. O arqueiro coxa sai, então, correndo em seu encalço e agride-o. O árbitro, que vê somente a agressão de Bello, não hesita e expulsa o goleiro. Os atletas coritibanos, revoltados, exigem a expulsão de Cireno. Não atendidos, sentam-se em campo e negam-se a dar seguimento à partida. Decorrida mais de meia hora sem que a pendência fosse resolvida, o árbitro dá a partida por encerrada.

Fedato e seu gol solitário (07/08/1949)

Em 1949, o Atlético formou um verdadeiro esquadrão, rapidamente apelidado de Furacão. No atletiba do primeiro turno do regional, a partida estava 4x0 para o rubro-negro quando o zagueiro alviverde Fedato, um dos maiores craques que já atuaram no estado do Paraná, encheu-se de brios e, de sua defesa, saiu driblando. Quando chegou na risca da grande área, chutou forte. A bola foi morrer no canto do gol defendido pelo arqueiro Laio. Esse gol, apesar de não impedir a derrota coritibana, foi o único assinalado por Fedato em toda sua carreira. Um golaço que combinou categoria, raça e muito amor ao clube.

O pênalti que entrou por fora (10/08/1952)

O Coritiba de 1952 era um time imbatível. Pelo campeonato regional, primeiro turno, esmagava o Atlético em pleno Estádio Joaquim Américo. O placar acusava 3x1 quando o árbitro marcou um pênalti à favor do alviverde. Almir, cobrador oficial, prepara e chuta. A bola entra no canto, rasteira. Uma cobrança perfeita. A torcida comemora a goleada quando, abismada, vê o árbitro Jorge Miguel, de São Paulo, dar tiro de meta. Segundo ele, a bola saiu, bateu em um morro, voltou e rasgou a rede, entrando por fora. Realmente, um feito milagroso.

Pancadaria geral (17/03/1954)

Atletiba disputado por um torneio menor. Depois de fazer seu gol, o atacante atleticano Erádio dá um chute em Fedato. É o estopim para um briga generalizada, que acabou envolvendo todos os atletas e até alguns dirigentes.

Atletiba das bolas coloridas (10/03/1956)

Jogo disputado no estádio Orestes Thá, pelo regional de 1955. O Atlético, dono do mando de campo, oferece uma bola vermelha para ser utilizada. Com ela, o rubro-negro faz 3x0 aos 32’do primeiro tempo. Na seqüência, um atleta chuta a bola com tanta força, que esta ultrapassa o alambrado. O Coritiba, então, oferece sua bola, amarela, para dar seguimento à partida. Poucos minutos depois, Ivo faz o primeiro gol coxa-branca. A bola vermelha volta e Boluca faz 4x1 Atlético. Fim do primeiro tempo. Na volta, o esperto meia-direita Miltinho chuta a bola vermelha para bem longe.A bola amarela volta. Com ela, o próprio Miltinho faz 2x4. A partida, então, vira uma sucessão de chutões, cada time evitando jogar com a bola do adversário. Isto irrita o árbitro, que expulsa dois atletas coritibanos. Bola amarela em campo, e Renatinho faz 3x4. Cinco minutos para terminar a partida e o Coritiba com dois atletas a menos, mas, mesmo assim, William decreta o empate: 4x4. Uma partida atípica, em que a cor da bola influenciou, de forma decisiva, o ânimo dos atletas.

Reinauguração do Estádio Belfort Duarte (12/10/1958)

O Estádio Belfort Duarte, construído em 1932, durante a presidência de Couto Pereira, foi remodelado no final da década de 50, sob o comando de Aryon Cornelsen, e a madeira deu lugar ao concreto. Em função das obras, o Coritiba ficou quase um ano sem poder utilizar seu estádio. Quando completava 49 anos de existência, o clube resolveu reinaugurar seu estádio com um atletiba. O centroavante coritibano Duílio abriu a contagem, mas o Atlético estragou a festa e venceu, por 3x1.

Uma vitória gigante (14/11/1959)

Oda, Ivo e Duílio, cada um autor de dois gols, foram os maiores responsáveis pela maior goleada registrada em Atletibas: Coritiba 6x0 Atlético. Na seqüência, o alviverde venceu o Ferroviário por duas vezes e conquistou o título paranaense.

Direto pra segunda divisão (17/09/1967)

Com show dos atacantes Krüger e Walter, o Coritiba goleou o Atlético por 5x0, piorando ainda mais a situação do rubro-negro que, ao final do certame, acabou em último lugar e só não caiu para a segunda divisão do campeonato paranaense graças a uma virada de mesa.

Título conquistado no último minuto (28/08/1968)

Coritiba e Atlético decidem o campeonato Paranaense de 1968. Ambos não conquistam título há muitos anos e, por isto, fazem diversas contratações de vulto. Na primeira partida, Coritiba 2x1. A segunda partida é disputada no Estádio Durival de Brito e Silva. Um empate basta ao alviverde. Zé Roberto, ídolo atleticano, faz 1x0. A partida avança. Esse resultado leva a decisão para um terceiro confronto. 45 minutos do segundo tempo. Falta para o Coritiba. Nilo cobra alto. A bola vai certeira na cabeça de Paulo Vecchio, que empata. O árbitro Arnaldo César Coelho confirma o gol e encerra a partida. Coritiba campeão paranaense de forma sensacional.

Excursão adiada (20/07/1969)

Em 13 de Julho, o Coritiba conquista o bicampeonato paranaense com uma rodada de antecedência. A tabela marca um atletiba, inútil, para a semana seguinte. Como o alviverde excursionaria para a Europa, solicita ao co-irmão que o libere da obrigação de disputar a partida, visando antecipar a viagem. Mas os dirigentes rubro-negros não aceitam o pedido e forçam o alviverde a disputar a partida. O Coritiba joga com seu time reserva e o Atlético, mesmo jogando com seus principais atletas, não consegue vencer: 0x0 é o placar final da partida.

Virada atleticana (14/03/1971)

Valendo pelo campeonato paranaense, jogo no estádio Belfort Duarte. Aos 30 minutos do primeiro tempo, o Coritiba vence por 2x0. Pênalti para o Atlético. Seu maior ídolo, Sicupira, se prepara e... erra o pênalti. Mas, ao contrário do que se esperava, o rubro-negro arranja forças e, na seqüência, vira o placar para 4x2. No final, Paulo Vecchio ainda desconta para o Coritiba.

A beldade que desceu do helicóptero (16/04/1972)

Em 1972, o Coritiba promovia concursos com o intuito de arrecadar fundos para ampliar seu estádio e aproveitou-se de um atletiba para divulgar ainda mais seu produto. Com os times no aquecimento, desceu no gramado um helicóptero, e dele saiu uma bela moça de biquíni, que, em seguida, posou para fotos junto com os dois times.

A bobeada de Gainete (27/05/1973)

28 minutos do 2º tempo. 0X0 no placar. O goleiro atleticano Gainete cobra mal o tiro de meta, e a bola cai nos pés de Aladim. O ponta coxa-branca, de bate-pronto, devolve a bola, que encobre o arqueiro rubro-negro e decreta: Coritiba1x0, placar que se manteve até o final do jogo.

Estréia do MUC (05/08/1973)

A maior torcida organizada da década de 70, o MUC (Movimento Unido Coritibano) fez sua estréia nos estádios em um atletiba que, aliás, terminou 0x0.

Um jogo de arrepiar (14/11/1973)

O primeiro atletiba disputado em Campeonatos Brasileiros foi emocionante. O Coritiba, tricampeão do estado e campeão do Torneio do Povo, conquistas obtidas naquele mesmo ano, queria confirmar sua supremacia. E começou ganhando por 1x0, com um golaço do gaúcho Bráulio. No segundo tempo, de pênalti, Orlando aumentou. Mas, daí por diante, o Atlético começou a pressionar. Fez o primeiro gol com Didi Pedalada e passou o resto da partida buscando o empate, que não aconteceu graças à excelente linha defensiva do time alviverde (Jairo, Orlando, Oberdan, Cláudio, Nilo e Hidalgo).

Estréia da Torcida Jovem (17/04/1977)

Outra torcida alviverde, de muita presença, fez sua estréia nos estádios em um atletiba, que terminou 1x1.

150 mil pessoas viram a decisão (10, 13 e 17/12/1978)

Em 1978, a decisão do Paranaense deu-se em três partidas, todas terminadas em 0x0. O torneio foi conquistado pelo Coritiba, que venceu na cobrança de penalidades máximas. A presença do público foi simplesmente impressionante: cerca de 150 mil pessoas pagaram ingresso para assistir às três partidas decisivas.

Atlético abandona o campo (09/09/1984)

Quando o árbitro Bráulio Zanotto validou o gol de Márcio Ribeiro, para o Coritiba, aos 36 minutos do 2º tempo, o Atlético se recusou a continuar a partida e abandonou o campo. A partida foi considerada terminada, com a vitória coxa-branca por 1x0.

Jogo da troca de faixas (27/11/1985)

O campeão brasileiro de 1985 resolve fazer um amistoso contra o campeão paranaense de 1985, para troca de faixas. E o que deveria ser um simples amistoso, acaba virando uma grande confusão. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Nivaldo abre a contagem para o Atlético. Os jogadores coritibanos acusam irregularidade no lance e partem para cima do árbitro. Édson e Gomes são expulsos. Com dois atletas a menos e inferiorizado no placar, diversos atletas coritibanos começam a simular contusão, visando o encerramento prematuro da partida, o que acaba acontecendo. O goleiro Rafael, um dos “contundidos”, mais tarde, é julgado e condenado pelo STJD e, em virtude disto, perde a chance de ser convocado para a Copa do Mundo de 1986.

Dia do trabalho (01/05/1990)

No dia do trabalho, o time coritibano resolveu mostrar serviço, e goleou seu rival por 3x0, gols de Ronaldo e Chicão (2).

Um empate amargo (05/08/1990)

Decisão do paranaense, jogo no Estádio Couto Pereira lotado. Ao Coritiba, a necessidade da vitória. Sua equipe, superior à rubro-negra, já havia deixado escapar a vitória, dias antes, no último minuto de jogo. A partida inicia e, aos 25 minutos do 2º tempo, a vitória sorri ao time alviverde: 2x1. A torcida canta. O título está chegando. Até que um atleta rubro-negro cobra um lateral e lança a bola na direção da área coxa-branca. Deste momento em diante, uma série de cabeçadas dos defensores do Coritiba faz a bola chegar na cabeça do zagueiro alviverde Berg, que, com outra cabeçada, encobre o goleiro Gérson e faz, contra, o gol do título atleticano.

Chocolate (16/04/1995)

Domingo de Páscoa, a torcida alviverde não esperava uma tarde tão festiva. Com três gols de Brandão, um de Jétson e outro de China (contra), o Coritiba venceu seu rival por 5x1. E Brandão comemorou seus gols pulando feito coelho, sendo seguido por diversos companheiros de equipe. Esse resultado forçou uma total reestruturação no clube derrotado.

A volta para a primeira divisão (13/12/1995)

Quadrangular final do campeonato brasileiro da 2ª divisão. Na penúltima rodada, um atletiba. A vitória levaria o Coritiba de volta para a 1ª divisão. E, com um elenco repleto de atletas formados em suas categorias de base, o Coritiba goleou o rubro-negro: 3x0, gols dos “prata-da-casa” Alex, Auri e Pachequinho.

Dia de Zambiasi (25/05/1997)

O raçudo zagueiro Zambiasi, com uma das mãos fraturadas, fez os dois gols do Coritiba e impediu uma derrota coxa-branca. Resultado final: 2x2.

Carimbando a nova Arena (28/11/1999)

No primeiro Atletiba disputado na nova Arena, o alviverde venceu o Atlético por 2x1. Destaque para o primeiro gol coritibano, que foi uma "pintura" : Leonardo deu um chapéu no goleiro Flávio e estufou as redes rubro-negras. A galera coxa-branca vibrou como nunca !

Tuta faz a torcida adversária se calar (18/04/2004)

Mais um atletiba decisivo no campeonato paranaense. A primeira partida, disputada no Estádio Couto Pereira, foi vencida pelo Coritiba, 2x1. Um empate bastaria para dar o bicampeonato ao alviverde. Aos 30 minutos do 2º tempo, o rubro-negro vencia por 3x2 e sua torcida fazia festa. Mas o centroavante Tuta, aproveitando um vacilo da defesa atleticana, empatou a partida. Na comemoração, com o dedo indicador sobre os lábios, fez o gesto característico de silêncio, mandando a torcida adversária se calar. Final: 3x3 e o Coritiba bicampeão.

Henrique Dias “O Iluminado” (04/05/2008)

Novamente Coritiba e Atletico disputando uma final de Campeonato Paranaense, na primeira partida, Coxa 2x0, resultado que dava a vantagem para o Alviverde ate perder por um gol de diferença. Aos 10 minutos do segundo tempo o Atletico chegou a fazer a diferença de 2 gols, que levaria a disputa para os pênaltis. Mas ao 20’, Henrique Dias aproveitando uma bobeada do sistema defensivo do rival, marcou o gol que daria o 33º titulo de Campeao Paranaense ao Time d`alma guerreira.