Nilo » Bate-bola

Seu maior ídolo no futebol, durante a infância
O lateral esquerdo Oreco, que jogou no Internacional e Corinthians e foi campeão do mundo na Suécia em 1958.
Com quem mais aprendeu futebol
Com Abílio dos Reis, no Internacional; Ênio Andrade no São José/RS; e com Tim e Francisco Sarno no Coritiba.
Lembranças mais felizes, do tempo do Coritiba
O título de 1968 por ser meu primeiro, o tricampeonato tão sonhado pela torcida e o Torneio do Povo, ambos em 1973. Além, é claro, da oportunidade de defender a seleção brasileira.

Nilo com a camisa da seleção
Lembrança mais triste
Minha saída em 1976. Falaram besteiras a meu respeito para o presidente, que acreditou. No ano seguinte o clube foi me buscar, mas não aceitei voltar.
Um fato engraçado
Antes de um Atletiba importante, a torcida rival desfilou pelas principais ruas da cidade tendo à frente um elefante com a bandeira do clube. À tarde, vencemos o clássico por 1x0, gol do ponta direita Passarinho. No dia seguinte, a música cantada pela torcida coxa era: ?Um elefante incomoda muita gente, um Passarinho incomoda muito mais?.
(Nota dos Helênicos: Este Atletiba aconteceu em 20/04/1969)
Uma expulsão apenas
O Coritiba vencia o Maringá e o árbitro Célio Silva já tinha expulsado três atletas do clube do norte. Um dado momento, um dos atacantes do Maringá ficou me puxando pela camisa e eu apenas o empurrei para me desvencilhar. Célio Silva só viu a parte final da cena e me expulsou. Engraçado é que ele se desculpa até hoje, pelo fato.
(Nota dos Helênicos: esta partida aconteceu em 19/04/1972)
Contusões
Nenhuma grave. Mas em 1974, quando o técnico era Yustrich, simulei contusão para não jogar (maiores detalhes, leia a entrevista com Nilo).
Só marcou dois gols, em quase 400 partidas oficiais
O sistema tático do Coritiba naquela época era muito ofensivo. Mesmo os jogadores de defesa subiam, e então eu ficava mais. Aliás, os dois gols que fiz foram para homenagear minha esposa, que aniversariava.
(Nota dos Helênicos: Nilo fez gol na partida com o Rio Branco em 28/03/1971 e com o Iguaçu em 29/03/1972)
Sem esquecer um gol contra
Pois é, e logo contra o Internacional, que era meu time de infância. Mas o ponta gaúcho chutou, a bola bateu em mim e enganou Jairo.
(Nota dos Helênicos: jogo foi em 25/11/1973, no Beira-Rio, e terminou com a vitória colorada por 1x0)
Melhor time que você jogou, pelo Coritiba
Certamente o de 1973, não só o time como o elenco todo e a comissão técnica eram excepcionais. Ganhamos o tricampeonato e o Torneio do Povo naquele ano.

Elenco de 1973
Ponta mais difícil de marcar, no Paraná e no Brasil
No Paraná, Dorval pela experiência. No Brasil é difícil dizer, pois existiam muitos pontas rápidos e dribladores, naquela época.
Qual era o número da sua camisa
Geralmente usava a número 6, mas às vezes sobrava a 3.
Para você quais os maiores destaques do Coritiba, durante sua passagem pelo clube
Técnico Tim. Almir de Almeida, supervisor. Munir Calluf, diretor de futebol. Atletas, Oberdan, Leocádio, Lucas, Zé Roberto, Aladim e Eli.
Tinha algum apelido no elenco?
Guran.
(Nota dos Helênicos: Para quem acompanha história em quadrinhos, Guran é grande amigo e parceiro do herói Fantasma e chefe da tribo de pigmeus Bandar).
Você é religioso?
Nem tanto. Mas engraçado que no meu tempo de atleta do Coritiba eu é que puxava as orações do grupo antes de entrarmos em campo.
O que acha da torcida do Coritiba
No meu tempo, a torcida coxa era fria, talvez acostumada a tantos títulos. Hoje é visível como os torcedores coritibanos são vibrantes e conseguem empurrar o time pra frente.